Cristologia e Lucas 4

Em 1985 os críticos bíblicos Robert W. Funk e John Dominic Crossan convidaram estudiosos bíblicos e outros interessados para participarem num seminário destinado a promover debates e discussões sobre a vida e obra de Jesus, o “Jesus histórico.” Hoje, este seminário é conhecido como o Jesus Seminar ou o Seminário de Jesus. O propósito específico do Seminário, nas palavras de Funk, é “distinguir as palavras e feitos de Jesus dos demais atribuídos a ele”.[1] O propósito dos participantes do Seminário, em termos gerais, é tentar separar o que Jesus realmente disse e fez das palavras e ações atribuídas a ele pelos seus seguidores e pela igreja. Em fim, é encontrar o Jesus “histórico” verdadeiro.

Desde a convocação do Seminário, o interesse na cristologia tem aumentado. As reflexões e publicações produzidas pelo Seminário certamente têm contribuído aos debates, mas, ao mesmo tempo, assustam outros, principalmente estudiosos da “ala” conservadora que questionam não somente as conclusões, mas a metodologia crítica do Seminário.[2] Para alguns, a questão principal é a da confiabilidade do texto do Novo Testamento como testemunha histórica das palavras e ações de Jesus.

Para os que ainda aceitam o Novo Testamento como testemunha fiel e histórica de Jesus, a questão não é se podemos conhecer o Jesus “histórico”, mas o que podemos dizer sobre Jesus à luz das testemunhas textuais. Neste breve artigo, pretendo trabalhar principalmente sobre a questão da cristologia de Lucas como é apresentada no capítulo 4. Começando por uma consideração de Lucas como historiador e teólogo, quero mostrar como o capítulo 4 contribui a sua mensagem cristológica.

Lucas, o historiador

O leitor ocasional do evangelho de Lucas pode perceber o interesse dele na história. Várias referências às pessoas e épocas históricas do primeiro século dC se encontram nas primeiras linhas do seu evangelho (l.5; 2.1,2; 3.1,2). Como devemos avaliar Lucas como historiador?

A avaliação de qualquer historiador e as histórias que ele escreve tem que considerar as fontes usadas na narração. Concordo com I. Howard Marshall que disse: “O valor de um historiador é muitas vezes o valor das suas fontes.”[3] A questão principal no evangelho de Lucas é se é possível identificar e avaliar as suas fontes.

Não existe unanimidade entre os críticos sobre a natureza e/ou o número de fontes utilizadas na composição do evangelho.[4] Uma teoria que recebe muito apoio é a teoria da prioridade do evangelho de Marcos. De acordo com esta teoria, Lucas dependeu do evangelho de Marcos como seu ponto de partida. As opiniões sobre as demais fontes variam, mas, podemos dizer que, além de Marcos, Lucas utilizou uma fonte designada “Q” (do alemão Quelle ou fonte) que continha o material que Mateus e Lucas têm em comum. Ainda não há consenso se Mateus e Lucas utilizaram a mesma “edição” de “Q” ou se várias versões existiam. O material que só Lucas incluiu no seu evangelho é normalmente designado “L”.

Além da questão do número e da natureza das fontes que Lucas tinha a sua disposição, existe a questão do valor destas fontes. É além do escopo deste artigo apresentar os argumentos referentes ao valor destas fontes. Talvez seja suficiente dizer que, apesar da falta de consenso crítico quanto o valor de Marcos, Q, e L, Lucas utilizou as melhores fontes e tradições a sua disposição na composição do seu evangelho. O próprio Lucas defendeu sua “metodologia” histórica no prólogo dizendo que “investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo.” (1.3) As evidências que temos indicam que as fontes de Lucas incluíram material bem próximo às tradições palestinas do primeiro século dC.

Mas, como é que Lucas utilizou as suas fontes? Na sua descrição de Lucas como historiador, Howard Marshall apresentou seis aspectos da historiografia lucana.[5] Primeiro, Marshall aponta a revisão estilística de Lucas. O evangelista utilizou um estilo literário que pode ser chamado uniforme. Segundo, a organização do material foi feito em “blocos”, isto é, não há muita evidência de que Lucas misturou o material das suas fontes. Em termos gerais, ele utilizou suas fontes sem modificações extensas. Terceiro, Lucas geralmente seguiu a ordem cronológica de Marcos. Nos lugares onde Lucas variou de Marcos ou Mateus, os motivos são teológicos. Quarto, Lucas não simplesmente repetiu a teologia de Marcos. Podemos observar que o retrato de Jesus que Lucas apresenta difere de Marcos. Quinto, Lucas incluiu seu próprio material na composição do seu evangelho. A inclusão deste material é principalmente por motivos teológicos. Finalmente, apesar do fato de que alguns dizem que Lucas é o evangelho mais “helenizado” dos quatro, a quantidade de mudanças editoriais helenísticas não é extensa. À luz destas evidências, Marshall concluiu que Lucas

não foi um escravo das suas fontes e ele não receou de alterá-las quando achou necessário, mas, em geral, parece que se fundamentou bem próximo a elas. O retrato do Jesus que resultou é diferente das fontes, mas . . . é sem dúvida o mesmo Jesus.[6]

Lucas, o teólogo

            O estudo de Lucas como teólogo tem uma história complexa e não há espaço aqui para um desenvolvimento maior. Na história das investigações sobre a teologia de Lucas, várias obras se destacam, principalmente o trabalho de Hans Conzelmann.[7] Conzelmann resumiu a teologia de Lucas debaixo do tema da “história da salvação.”[8] Conforme ele, esta história se dividiu em três épocas principais: Israel, o ministério de Jesus, e a igreja. De acordo com Conzelmann, Lucas escreveu seu evangelho para justificar a missão contínua da igreja depois da ressurreição. Quando Jesus não voltou imediatamente, a sua missão foi “transferida” para a igreja. O evangelho de Lucas funciona para resolver o “problema” que a demora na volta de Jesus após a ressurreição criou para a igreja.[9]

Estudos recentes mostram que o propósito teológico de Lucas é mais amplo.[10] A salvação ainda continua como um tema chave no evangelho, mas especificamente, o papel de Jesus como aquele que trouxe esta salvação é o que se destaca em Lucas. Parece que o propósito de Lucas é apresentar Jesus como o veículo da salvação prometida por Deus. O tema da salvação se encontra logo no início do evangelho, no cântico de Maria: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”(1.46, 47). O tema de Jesus como o Salvador se acha no cântico de Zacarias: “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. Ele promoveu poderosa salvação para nós na linhagem do seu servo Davi” (1.68, 69). Na parte final do cântico, Zacarias falou diretamente ao seu filho João, e disse: “E você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação mediante o perdão dos seus pecados” (1.76, 77a). João foi visto como o precursor daquele que traria a tão esperada salvação.

A salvação proclamada por Lucas recebeu uma abordagem “universal.” Como gentio, Lucas entendeu que a ação de Deus na história do mundo não se limitou somente à nação de Israel. Esta salvação foi oferecida aos gentios também. No cântico de Simeão, Lucas colocou a salvação de Deus tanto no contexto da história de Israel como no contexto não israelita: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos; luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo”(2.29-32). Mais tarde, quando João apareceu no deserto, ele declarou que “toda a humanidade verá a salvação de Deus”( 3.6).  É claro que Lucas entendeu a oferta de salvação em termos “universais” e não se limitou unicamente a Israel. Este aspecto universal do evangelho continua no livro de Atos, em que Lucas apresentou a igreja como o instrumento da comunicação das boas novas “até os confins da terra” (At. 1.8).

Lucas 4 no contexto do evangelho

Agora, temos que considerar o lugar de Lucas 4 na estrutura e mensagem do evangelho. Tentamos demonstrar que, na composição do seu evangelho, Lucas utilizou uma variedade de fontes visando compor uma obra tanto histórica como teológica. A implicação é que todos os blocos de material que ele utilizou se encaixaram num livro que apresenta Jesus como o Salvador do mundo. Qual é o papel de Lucas 4 nesta questão?

            Este capítulo ocupa um lugar chave na narrativa de Lucas porque marca o início do ministério público de Jesus. Até a sua participação na reunião na sinagoga de Nazaré, Lucas registrou poucos momentos em que Jesus apareceu em público, e somente uma vez como adulto, na ocasião do seu batismo (3.21). Há quatro blocos de material que se encontram em Lucas 4: a tentação, a rejeição de Jesus em Nazaré, a expulsão de um espírito imundo, e a cura de várias pessoas.

Como foi demonstrado, a seqüência de narrativas que precede o capítulo 4 apresenta Jesus como o Salvador do mundo prometido por Deus. Cada perícope contribui para o leitor entender melhor a importância da chegada de Jesus, começando pelo anúncio do nascimento de João Batista (1.17). Para Lucas, o Batista “será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação” (1.76, 77a). É claro que Lucas entendeu o nascimento de João Batista como parte integral da sua mensagem sobre Jesus.

            É no anúncio do nascimento de Jesus que Lucas começou a introduzir os temas mais importantes do seu evangelho. Ao falar com Maria, Gabriel comunicou que, por meio do Espírito Santo, ele daria luz a um filho. Utilizando uma fórmula semelhante ao anúncio dado a Zacarias, o anjo disse que o filho de Maria seria chamado “Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim” (1.32,33). Neste anúncio, Lucas deu aos seus leitores informações importantes para começarem a entender melhor a natureza da pessoa e do ministério de Jesus. Ele teria um relacionamento filial com o Deus de Israel e com o Rei Davi.  Os dois relacionamentos filiais são ainda mais destacados na ocasião do batismo de Jesus e na sua genealogia. Lucas relatou que, ao ser batizado, quando estava orando, o Espírito desceu sobre Jesus e ele ouviu a voz de Deus dizendo: “Tu és meu Filho amado; em ti me agrado” (3.22). Na genealogia, Lucas traçou a linhagem humana de Jesus até “Adão, filho de Deus” (3.38).. A sua vinda daria início ao reino eterno de Deus conforme as profecias antigas.[11]

            A natureza da pessoa e obra de Jesus se tornou ainda mais clara pelo anúncio do seu nascimento aos pastores. O anjo declarou que, na noite do nascimento de Jesus, “nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (2.11). Neste anúncio, Lucas comunicou aos leitores que a salvação esperada por Israel chegou quando Jesus nasceu. No nascimento de Jesus, Lucas vinculou a vinda do Messias e da salvação na mesma pessoa. Este entendimento é fortalecido quando Simeão, ao ver o menino no Templo, declarou: “Pois os meus olhos já viram a tua salvação que preparaste à vista de todos os povos” (2. 30, 31).

            O capítulo 4 começa pela experiência da tentação. O “conflito” entre o Salvador e o Tentador é uma das características da cristologia de Lucas. Marshall entendeu este encontro como um ataque contra o domínio do Diabo e dos poderes do mal.[12] O exorcismo de demônios ocupa um lugar importante no ministério de Jesus, não somente no evangelho de Lucas, mas nos outros sinóticos. Satanás é apresentado como o inimigo de Jesus e de seu ministério. O Diabo é quem tira a palavra semeada no coração do povo (8.12) e que foi o responsável pela doença que manteve uma mulher presa durante 18 anos (13.16). Foi Satanás quem incitou Judas a trair Jesus (22.3) e pediu que “peneirasse” os discípulos (22.31). Mas, Lucas relatou a vitória de Jesus sobre os poderes do mal quando Jesus disse que viu a queda de Satanás na ocasião da missão dos setenta (10.18).

            No contexto desta seqüência de narrativas, Lucas 4.13-30 ocupa um lugar de destaque. Conforme a narrativa, ao retornar para a Galiléia “no poder do Espírito” (4.13), Jesus foi à sinagoga num sábado “como era seu costume” (4.16). Nesta ocasião, ele recebeu o rolo do livro de Isaías e leu Is. 61.1,2: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (4.18, 19). Depois da leitura, Jesus anunciou que a profecia se cumpriu (Lc. 4. 21).

            Vários aspectos desta passagem são importantes para a mensagem de Lucas. Talvez o mais óbvio seja a aplicação das palavras do profeta ao ministério de Jesus, dizendo que estas palavras se cumpriram. Em que sentido devemos entender este cumprimento? Evidentemente, Lucas entendeu que as ações previstas na profecia se aplicaram às ações de Jesus. Estas ações faziam parte da salvação que Jesus veio anunciar. Jesus entendeu que as ações descritas na profecia fizeram parte das “boas novas” (euaggelísadthai) que ele foi enviado para proclamar.

            A palavra “boas novas” (euaggelísadthai) não é freqüente nas obras de Lucas. Além da presente passagem, ele usou a palavra para descrever o anúncio do nascimento de João Batista a Zacarias (Lc. 1.19), para falar da natureza da missão de Jesus (Lc. 4.43), e uma vez em Atos para descrever a missão de Paulo (At. 16.10). Na LXX é usada para traduzir a palavra bassar . Na literatura histórica do Antigo Testamemnto  bassar é usada no contexto da comunicação de notícias do campo de batalha, normalmente consideradas boas novas pelo mensageiro que trouxe a mensagem.[13] A palavra recebeu peso teológico principalmente nos Salmos e no livro de Isaías. A palavra anuncia a chegada de JAVÉ que vai espalhar seus inimigos (Sl. 68.11[H12]). Refere-se à mensagem que um mensageiro vai trazer à cidade de Jerusalém (Is. 52.7). As boas novas são primeiramente para Jerusalém (Is. 40.9), mas, mais tarde, a mensagem chegará na língua de nações estrangeiras (Is. 60.6). Neste sentido universal é que encontramos o uso da palavra em Lucas.

            Os verbos empregados na passagem descrevem a natureza da salvação que Jesus proclamou. Ele foi enviado para proclamar liberdade aos presos, recuperação da vista aos cegos, e para libertar os oprimidos. A lista de ações é ampliada na citação em Lc. 7.22. Quando os discípulos de João perguntaram a Jesus se ele era “aquele que haveria de vir”, Jesus respondeu citando as ações que ele fez: “os cegos vêem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas novas são pregadas aos pobres.” Os evangelhos são unânimes em declarar que, durante seu ministério, Jesus fazia obras como estas. Ele restaurou a visão aos cegos (Mt. 9.27-31; Lc.7.21; 18.35-43), curou os aleijados (Mt. 9.1-8; Lc. 5.17-26), purificou os leprosos (Mc. 2.40-45; Lc. 5.12-16; 17.11-19), os surdos receberam a audição (Mc. 7.31-37), e os mortos foram ressuscitados (Lc. 7.11-17; 8.40-56). Lucas terminou esta série de narrativas descrevendo a libertação de um homem da sinagoga de um espírito imundo (4.31-37), a cura da sogra de Pedro (4.38, 39) e a cura e exorcismo de várias pessoas (4.40-44).

Lucas 4 e o Jesus histórico

            O que podemos dizer sobre Jesus à luz de Lucas 4? Primeiramente, entendemos que Lucas apresentou Jesus tanto em termos da sua linhagem humana como divina. Ele é, ao mesmo tempo, o filho de homem e Filho de Deus.  Segundo, ele veio no poder do Espírito para cumprir a sua missão. Ele entendeu que sua missão foi divina e o próprio Deus que o separou para isso. Terceiro, a sua missão foi profética e redentora. Ele veio para cumprir as profecias do Antigo Testamento e proclamar a chegada do reino eterno de Deus. Neste sentido a sua missão foi escatológica. Apesar de ter características específicas e individuais, os temas cristológicos principais em Lucas são atestados pelos outros evangelistas e por Paulo e, por isso, podemos dizer que Lucas retratou corretamente tanto a pessoa como a obra de Jesus.

            Estudos cristológicos recentes se preocupam com a questão da dicotomia entre o Jesus da história e o Cristo da fé. A questão pode ser feita da seguinte maneira: a descrição da pessoa e obra de Jesus que o Novo Testamento apresenta é a mesma do Jesus proclamado pela igreja? A questão tem duas extremidades: os que questionam a veracidade e confiabilidade das Escrituras e sua apresentação da vida e obra de Jesus e os que aceitam as declarações bíblicas sem questionar a sua historicidade. Entre as duas extremidades, existe uma grande variedade de posições oferecidas pelos críticos.

As pesquisas mais radicais procuram apoio em disciplinas paralelas, como a sociologia e a antropologia, e em documentos extra-canônicos, como o assim chamado Evangelho de Tomás. Pesquisas baseadas nestas fontes, em termos gerais, colocam grandes dúvidas sobre o retrato de Jesus que encontramos na Bíblia.

Para aqueles que aceitam a historicidade das Escrituras, talvez a questão não seja tão difícil. Na tradição da igreja, a tendência é de aceitar tanto a historicidade dos documentos como o retrato de Jesus que estes documentos apresentam e de rejeitar fontes extra-canônicas na reconstrução da história de Jesus e da teologia do Novo Testamento. Mas, confiar na historicidade da Bíblia não é, ao mesmo tempo, minimizar as questões críticas que permanecem. Ainda existe a questão do Novo Testamento como uma coletânea de reconstruções e reflexões sobre o significado de Jesus.

As reconstruções e reflexões que encontramos no Novo Testamento não diferem muito. Existe uma grande concordância nestas tradições. O fato de que a igreja ainda lê o Novo Testamento com a intenção de ouvir algo que Deus transmitiu e preservou nestes documentos histórico-teológicos é um testemunho, pelo menos em parte, da confiança que ela tem nos evangelhos. O cânon é uma dádiva histórica e divina para a igreja e a nossa fé se baseia não somente na leitura e interpretação deste cânon, mas nos eventos de que ele fala. Para termos uma confissão completa, precisamos tanto da fé como das pesquisas históricas.


*Ph.D. pelo Southwestern Baptist Theological Seminary, E.U.A. e professor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo

[1] FUNK, Robert. “Milestones in the quest for the historical Jesus”, The Fourth R, 14:4, julho/agosto, 2001. Acesso eletrônico: http://westarinstitute.org/Periodicals/4R_Articles/milestones.html

[2] Entre os escritores recentes que não concordam completamente com os resultados do Seminário são  WITHERINGTON, Ben. The Christology of Jesus. Minneapolis: Fortress, 1990; JOHNSON, Luke Timothy, The Real Jesus: The Misguided Quest for the Historical Jesus and the Truth of the Traditional Gospels, San Francisco: HarperCollins, 1996; e ALLISON, Dale C., Jr. The Historical Christ and the Theological Jesus. Grand Rapids: Eerdmans, 2009.

[3] MARSHAL, I. Howard. Luke: Historian and Theologian. Grand Rapids: Zondervan, 1971, p. 57.

[4] Não há espaço aqui para um tratmento completo do problema sinótico. Introduções à questão em português pode ser encontradas em BLOMBERG, Craig L., Jesus e os Evangelhos, São Paulo: Vida Nova, 2009, p. 105-131. CARSON, D. A., MOO, D. J., e MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2006, pp. 19-52; e UDO Schnelle. Introdução à exegese do Novo Testamento. São Paulo: Loyola, 2004, pp. 57-79. Em inglês, FARMER, William R. “The Present State of the Synoptic Problem,” em Literary Studies in Luke-Acts: Essays in Honor of Joseph B. Tyson, (Macon, Ga.: Mercer University Press, 1998) 11-36.

[5] MARSHALL, pp. 64-67.

[6] Ibid., p. 67.

[7] CONZELMANN, Hans. Grundriss der Teologie des Neuen Testaments. Munich: Chr. Kaiser Verlag, 1967.

[8] Veja a discussão em MARSHALL, pp. 77-79.

[9] Veja a discussão de FRANCE, R. T. “Matthew, Mark and Luke” em LADD, George Elton. Theology of the New Testament. Edição revisada por Donald A. Hagner. Grand Rapids: Eerdmans, 1993, pp. 238, 239.

[10] Veja a discuão em MARSHALL, pp. 77-102.

[11] Por exemplo, 2Sm. 7.16 e Dn. 7.14.

[12] MARSHALL, p. 137.

[13] b¹´sar , Theological Wordbook of the Old Testament em BibleWorks 6.0

BIBLIOGRAFIA

ALLISON, Dale C., Jr. The Historical Christ and the Theological Jesus. Grand Rapids:    Eerdmans, 2009.

BLOMBERG, Craig L., Jesus e os Evangelhos, São Paulo: Vida Nova, 2009.

CARSON, D. A., MOO, D. J., e MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2006.

FARMER, William R. “The Present State of the Synoptic Problem,” em Literary Studies in Luke-Acts: Essays in Honor of Joseph B. Tyson, Macon, Ga.: Mercer University Press,             1998.

FRANCE, R. T. “Matthew, Mark and Luke” em LADD, George Elton. Theology of the New       Testament. Edição revisada por Donald A. Hagner. Grand Rapids: Eerdmans, 1993.

FUNK, Robert. “Milestones in the quest for the historical Jesus”, The Fourth R, 14:4,        julho/agosto, 2001.

JOHNSON, Luke Timothy, The Real Jesus: The Misguided Quest for the Historical Jesus and      the Truth of the Traditional Gospels, San Francisco: HarperCollins, 1996.

MARSHAL, I. Howard. Luke: Historian and Theologian. Grand Rapids: Zondervan, 1971.

UDO Schnelle. Introdução à exegese do Novo Testamento. São Paulo: Loyola, 2004.

WITHERINGTON, Ben. The Christology of Jesus. Minneapolis: Fortress, 1990.

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